Pode ser que não entendas a intensidade dos meus sentimentos

Toda paixão expressa neste blog refletem diamantes, os meus diamantes que agora são seus também: minhas desconexas palavras .

Inesquecível jeito de sentir...


quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Desencontros...

Foi tentando te encontrar que me perdi
Perdida em meus pensamentos
Fico a imaginar que tudo poderia ser diferente
Gosto de ouvir suas palavras loucas
seus murmúrios desordenados de menino sonhador
queria estar contigo nos momentos de solidão
sentar na calçada e contar as estrelas
fingir que o mundo não é injusto
e que ainda existe lugar para a bondade e o amor
Ouvir sua voz dizendo que gostaria que a minha presença fosse eterna
Assim sussurraria em seu ouvido doces declarações
do quão especial se faz em minha vida
frases, abraços sinceros.
De uma menina-mulher que te deseja com carinho transcendental
Inevitável destino de coração desconcertante
Seria a indiferença? Seria o amargo sabor do repúdio?
Eu prefiro acreditar que não, prefiro acreditar
que um dia ficaremos juntos para não mais nos separarmos
prefiro acreditar no silêncio dos sábios
E nos desejos do coração
Prefiro dizer que amei
Prefiro morrer de amor
E tentar amar
do que não sentir o sabor desse sentimento puro
Porque a vida sem amor é vida vazia
é desatino, é desalento...


Almeida, Adriana, 2007.

"Nem sempre o amor expresso em poesia se refere ao amor homem e mulher...é um amor que transcende o aspecto carnal e individualista, torna-se coletivo..preenchido por outros significados sociais e culturais. Nesse poema há um sentimento por um belo rapaz e naquele momento foi puro, sincero e verdadeiro, portanto, amor. No entanto, não quer dizer que foi e será o único, porque o coração não é humano se não for capaz de amar sempre,e, a cada um de maneira especial e completa..." (Almeida, Adriana 2011) 




quinta-feira, janeiro 20, 2011

Algumas palavras....


Luzes, carros, pessoas, passagem
O ir e o vir
A certeza e a incerteza
Laços desfeitos e laços que se refazem
No silêncio, gritos ecoam
Vozes que buscam atenção
Para desvelar a solidão

Um menino no campo corre
A menina se esconde
O vento do balanço
O cantar dos pássaros
E o reflexo do sol no lago
Tempos de infância
Doçura em ser criança

Que ouçam o seu falar
E a doçura do teu cantar
Que não se escondam os murmúrios do teu silêncio
O devenir humano
A semiose homem e natureza
Em tempos de crise e cólera.

Almeida, Adriana/2009

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Esperar o que? Para que?

O tempo em seu curso,
os segundos em minutos
já são anos.
Esperar,
esperar o que? para que?
A vida segue seu rumo e não espera...
Esperar, esperar...
Há aqueles que esperam o amor,
há aqueles que esperam um redentor
há aqueles que esperam sentir o calor e sentir o sabor
Esperar, esperar...
A espera dilacera
determina
Contradição
da espera de um amanhã no esquecimento do hoje
Paciência, impaciência,
antônimos, alucinação
Loucura da espera....
Viver para esperar...
Esperar o que? para que?

ALMEIDA, Adriana

domingo, janeiro 09, 2011

A noite

A noite e a solidão
Luz...carros rodando sem destino
Destilados sem rumo...

Falsa alegria, entusiasmo passageiro
Companhia vazia...
Solidão...

As histórias são as mesmas
As músicas rotineiras
Foto obscura

Dia se vai
Amigos se separam
Destinos se intercruzam...
Na noite
Das mesmas histórias...
Dos mesmos olhares...
Das mesmas desculpas...
Preto...
Vazio...
Silêncio...
Solidão...

Volta pra casa
Acompanhados ou não
A vida cotidiana ameaça surgir
E a noite se vai
A espera de outra noite
Que seja uma noite iluminada
De coração enfestados
De solidões...abandonadas
De alegria de minutos...


quarta-feira, outubro 27, 2010

Seja como for


Penso, penso que penso em você,
Mesmo sem saber
Penso, penso que pode ser
Mesmo sem saber
Penso, penso que posso sonhar
Mesmo sem ter a certeza de onde isso vai chegar
Penso, penso no que você pode pensar,
Penso, seja como for penso em você.